|
|
|
|
|||||||||||||||||||
|
|
|||||||||||||||||||
|
Clique no título para ler as matérias Reduzir a jornada de trabalho é gerar empregos de qualidade CPMF
acaba, mas
ONGs Irregularidades
têm Formação Leia
também o jornal |
Reduzir a jornada de trabalho é gerar empregos de qualidade A Central Única dos Trabalhadores – CUT e outras cinco centrais sindicais do Brasil realizaram ato público no dia 11 de fevereiro, em São Paulo, lançando a segunda fase da Campanha Nacional pela Redução da Jornada sem Redução de Salário. Na primeira fase as centrais entregaram, em julho de 2005, ao então ministro do Trabalho e Emprego, Ricardo Berzoini, abaixo-assinado com mais de 100 mil assinaturas. Agora, o objetivo é recolher no mínimo um milhão de assinaturas até 1º de maio e entregá-las ao Congresso Nacional. Segundo estimativa das centrais, a diminuição da carga de trabalho de 44 para 40 horas semanais e a adoção de medidas complementares como o fim do banco de horas, a limitação das horas extras e a não redução dos salários, poderá criar até 2,8 milhões de novos empregos com carteira assinada. A luta pela redução da jornada de trabalho é quase tão antiga quanto a classe operária. No Brasil, a Constituição Federal de 1988 reduziu a jornada de 48 para 44 horas semanais e seis horas para o trabalho em turno de revezamento. Também fixou o adicional de hora extra em 50%. Porém, o número de postos de trabalho não alcançou o percentual desejado. A razão principal é que os empresários passaram a aumentar o número de horas extras e o ritmo de trabalho para compensar a redução da jornada. Segundo o Dieese, a região metropolitana de São Paulo registrou 6,6 milhões de horas extras por semana, somente em 2002. Além do desemprego, as longas e intensas jornadas de trabalho geram diversos problemas relacionados à saúde como, por exemplo, estresse, depressão e lesões por esforço repetitivo (LER). Aumentam também as dificuldades para o convívio familiar, que tanto podem ter como causa a falta de tempo para a família como sua desestruturação, em virtude do desemprego de seus membros.
Participam da campanha, além da CUT, a Central Geral dos Trabalhadores
do Brasil (CGTB), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
(CTB), Força Sindical, Nova Central Sindical de Trabalhadores
(NCST) e a União Geral dos Trabalhadores (UGT).
CPMF acaba, mas preços não caem Todos precisam saber que a direita usa a imprensa conservadora para enganar o povo Levantamento da Fundação Getúlio Vargas demonstra que o fim da Contribuição Provisória sobre a Manutenção Financeira - CPMF não resultou em queda no preço dos produtos. Segundo o IPCA - Índice de Preços ao Consumidor Amplo, de janeiro, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE o que ocorreu foi uma elevação de 0,26% em média. Para a indústria farmacêutica a CPMF pesava 1,49%, mas em janeiro a alta dos preços foi de 0,15%. Nos eletroeletrônicos, o tributo pesava 1,74% mas os produtos subiram 0,11%. Nos transportes, pesava 1,33% e seu fim não impediu uma alta de 0,4% para o consumidor. O imposto foi extinto em dezembro de 2007 e representou redução de R$ 40 bilhões na arrecadação federal para 2008. A bancada do governo no Senado tentou prorrogar o chamado “imposto do cheque” até 2010, mas foi derrotada pelos partidos de oposição. Resta saber para onde está indo o dinheiro que continua sendo “arrecadado” já que os trabalhadores não foram beneficiados. A oposição de direita conseguiu convencer a opinião pública de que o fim da CPMF resultaria em ganho imediato para a população, pois desoneraria a produção. Mentira deslavada que contou com o apoio incondicional da mídia conservadora.
O fim da CPMF beneficiou, sim, uma parcela de brasileiros: os sonegadores!
Pelo menos cinco mil pessoas morrem diariamente pelo simples fato de trabalhar. Os dados constam em estudo da Organização Internacional do Trabalho - OIT. Anualmente, cerca de 160 milhões trabalhadores contraem doenças profissionais e 270 milhões são vítimas de acidentes de trabalho. Deste total 2 milhões são acidentes fatais. No Brasil, segundo dados da Previdência Social, foram registrados 458,95 mil acidentes de trabalho em 2004, 17,63% a mais do que o ano anterior. As mortes também aumentaram: 2.801, 4,74% a mais do que em 2003. Os números baseiam-se apenas nos registros do CAT – Comunicação de Acidente do Trabalho. Doenças e acidentes não são notificados quando o afastamento do trabalhador é menor do que 15 dias, e mesmo quando o afastamento é superior a este período, é normal que ele receba um auxílio-doença comum, desvinculando o problema da realidade trabalhista. A subnotificação implica em uma série de perdas de direitos. Quando caracterizado como acidente comum, o trabalhador deixa de ter direito à estabilidade de um ano, ao recolhimento do FGTS durante o período de afastamento e ao cálculo do período de afastamento nas férias e aposentadoria. A subnotificação também exime o empregador de responsabilidade pelo acidente e dificulta a atuação das entidades sindicais e a implementação de políticas públicas de prevenção, além do estabelecimento de nexo causal no caso de ser necessária aposentadoria definitiva como doença do trabalho. Os principais vilões desta triste estatística - a falta de investimentos em manutenção e treinamento, o ritmo do trabalho, a constante exigência de aumento de produção, a precarização inerente à terceirização da mão-de-obra e a falta de punição para o descumprimento da legislação trabalhista – levam o trabalhador a se expor cada vez mais, deixando de lado sua saúde física e mental. Mudar este quadro é um grande desafio. O medo do desemprego, a pressão por produção cada vez maior, o estímulo à competição e ao individualismo são fatores que incentivam a instabilidade e insegurança, levando o trabalhador a aceitar situações extremamente nocivas como trabalhar horas excessivas além da jornada normal, acumular férias, exercer tarefas que não são suas, aceitar pressão para produzir mais e mais rápido, abandonar equipamentos de segurança etc.
ONGs Instaurada em outubro de 2007, a Comissão Parlamentar de Inquérito - CPI das Organizações Não Governamentais - ONGs investiga cerca de 250 entidades que receberam acima de R$ 200 mil anuais do governo federal desde 1999. De acordo com os membros da Comissão o objetivo é apurar fraudes e melhorar o controle num setor que movimentou R$ 32 bilhões de 1999 a 2006, somente em repasses do governo federal. Com prazo até 12 de maio, a CPI apurou até agora indícios de irregularidades em algumas das entidades e continua ouvindo os supostos envolvidos. O presidente da CPI, senador Raimundo Colombo (DEM-SC), corre para tentar apurar as denúncias. Somente em um dia, 19/02, ele despachou 23 requerimentos para convocação de representantes de ONGs e de quebra de sigilo bancário de 14 entidades, mas a comissão reúne-se somente às quartas-feiras. O termo ONG surgiu em 1950 quando a Organização das Nações Unidas – ONU utilizou-o para definir toda organização da sociedade civil que não estivesse vinculada a um governo. No Brasil existem mais de 260 mil ONGs atuando em dezenas de áreas. Muitas delas realizam seu trabalho – ou não – em espaços próprios ao poder público. Não se trata de defender ou acusar alguma ONG. É fácil perceber pela quantidade de Organizações existentes – somente na Região Amazônica são mais de 30 mil – a possibilidade de irregularidades e fraudes. Porém, a função da CPI é exatamente essa: realizar um levantamento, identificar e denunciar algum funcionamento irregular. Mais do que acusar esse ou aquele parlamentar ou partido político, o importante mesmo é saber se o dinheiro do trabalhador e da sociedade brasileira está sendo utilizado de forma ilegal. Ficar discutindo qual partido recebeu mais repasses é balela, briga política que não levará a lugar nenhum. A população precisa é ser informada para onde estão indo e como estão sendo gastos os milhões de reais que saem dos nossos bolsos através de impostos municiais, estaduais e federais.
Um dos recentes acusados de favorecer Ongs da base governista, o ministro
de Trabalho, Carlos Lupi, defendeu-se mostrando que a realidade talvez
não seja exatamente essa: relacionou um total de R$ 430 milhões
em convênios assinados ou renovados ao longo de 2007 até
fevereiro de 2008. Segundo a lista, ao PDT, foram destinados R$ 14,4
milhões enquanto, para o PT, foram R$ 96,3 milhões. Os
partidos de oposição à administração
federal também foram destacados. Para o DEM, aparecem R$ 54,1
milhões e, ao PSDB, R$ 102,4 milhões.
As conquistas femininas precisam ser ampliadas. Com certeza muita coisa ainda está por fazer. Mas, ao longo do governo Lula, demos passos importantes na busca de uma sociedade mais justa e igualitária. Entre eles estão a recente aprovação do Plano Nacional de Políticas Públicas para as Mulheres, a titulação de terras dos assentamentos em nome do casal, a Lei Maria da Penha de punição à violência doméstica e familiar, a lei que beneficia as empregadas domésticas e a expansão do Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna. No Brasil, as mulheres conquistaram o direito de freqüentar as escolas elementares, em 1827. Ensino superior só foi permitido em 1879, mas as que seguiam este caminho eram criticadas pela sociedade. O direito ao voto só veio em 1932, quando Getúlio Vargas promulgou o novo Código Eleitoral. Outras conquistas femininas são bem mais recentes: em 1996, a escritora Nélida Piñon foi a primeira mulher a ocupar a presidência da Academia Brasileira de Letras; em1998, a senadora Benedita da Silva tornou-se a primeira mulher a presidir uma sessão do Congresso Nacional e, em 2003, Marina Silva, do PT do Acre, reeleita senadora com o triplo dos votos do mandato anterior, assumiu o ministério do Meio Ambiente do governo Lula. No mundo, somente em 1945, através da Carta das Nações Unidas, a igualdade de direitos entre homens e mulheres é reconhecida em documento internacional. E a igualdade de remuneração entre os sexos masculino e feminino, para funções iguais, só foi aprovada em 1951, pela Organização Internacional do Trabalho.
Em outubro de 2007, Cristina Fernandez de Kirchner tornou-se a sexta
mulher a assumir o cargo de chefe de estado no mundo, ao ser eleita
presidente da Argentina. Antes dela, em janeiro de 2006, Michelle Bachelet
assumiu a presidência do Chile.
Formação Formaquim 2008 A Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado do Rio de Janeiro, em parceria com a Confederação Nacional do Ramo Químico - CNQ-CUT vem realizando, nos últimos três anos, o programa Formaquim, de formação de dirigentes e militantes sindicais do setor. Todos os anos os cursos são realizados em um local determinado, com hospedagem dos participantes. Este ano em função das eleições municipais, a proposta é que os cursos sejam realizados segmentadamente, ou seja, em cada cidade onde houver demanda do sindicato local. A previsão é de que sejam realizados quatro módulos entre março e agosto de 2008, tratando dos seguintes temas: • Formaquim Regional • Formaquim Mulher
Mais informações na Federação, com o companheiro
José Carlos, pelo telefone (21) 2580-9384 |
||||||||||||||||||
|
TRAQUIMFAR
- Rua Andrade Figueira, 206 - Madureira - Rio de Janeiro/RJ - PABX/FAX:
(21) 3479-7500 |