Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias
Químicas, Farmacêuticas, de Tintas e Vernizes,
Sabão e Velas e de Material Plástico/RJ

 
 

 

Aviso importante a
todos  os associados

Comunicamos aos nossos associados que não publicamos os Acordos Coletivos em razão de serem extensos e apresentarem problemas na abertura via internet, devido ao peso dos arquivos.

Os interessados em conhecer o teor do que foi acordado em sua categoria devem procurar a secretaria do Sindicato, onde obterão cópia do documento.


Telefone do Sindicato:

(21) 3479-7500


 

 

Reduzir a jornada
de trabalho é gerar empregos de qualidade

A luta pela redução da jornada de trabalho é quase tão antiga quanto a classe operária. No Brasil, a Constituição Federal de 1988 reduziu a jornada de 48 para 44 horas semanais e seis horas para o trabalho em turno de revezamento. Também fixou o adicional de hora extra em 50%. Porém, o número de postos de trabalho não alcançou o percentual desejado. A razão principal é que os empresários passaram a aumentar o número de horas extras e o ritmo de trabalho para compensar a redução da jornada. Segundo o Dieese, a região metropolitana de São Paulo registrou 6,6 milhões de horas extras por semana, somente em 2002.

Além do desemprego, as longas e intensas jornadas de trabalho geram diversos problemas relacionados à saúde como, por exemplo, estresse, depressão e lesões por esforço repetitivo (LER). Aumentam também as dificuldades para o convívio familiar, que tanto podem ter como causa a falta de tempo para a família como sua desestruturação, em virtude do desemprego de seus membros.

 


Assembléia popular
marca 25 anos da CUT

A 12ª Plenária Nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT) foi encerrada com um grande ato na sexta-feira, 8 de agosto: a Assembléia Popular da Classe Trabalhadora, realizada em São Bernardo do Campo, um dos berços do movimento sindical cutista.

O evento contou com a participação de brasileiros vindos de vários estados do país, para comemorar os 25 anos da CUT e conhecer o Plano de Lutas. O plano, elaborado pela 12ª Plenária, é um conjunto de propostas e bandeiras que vão orientar as ações da Central para o próximo período.

“Essa assembléia tem um significado simbólico e prático de grandes dimensões. Além de comemorar os 25 anos de lutas e conquistas da CUT, coloca em marcha uma das resoluções reforçadas pela plenária, que é aprofundar a disputa de hegemonia junto à sociedade. Vamos apresentar nosso Plano de Lutas em um ato aberto, disputando a opinião pública durante a plenária”, disse o presidente Artur Henrique.

O projeto político sai na defesa de mais e melhores direitos, desenvolvimento com distribuição de renda, igualdade e soberania nacional, entre outros eixos da estratégia cutista. O Plano de Lutas, debatido por 528 delegados e delegadas na plenária, aprofunda e detalha esses eixos.

Propostas
Saíram da plenária propostas estratégicas que darão suporte ao Plano de Lutas. Entre as decisões, destacam-se:
. combate às Fundações Estatais de Direito Privado
. exigir o fortalecimento do serviço público de fiscalização das relações de trabalho, através de mais investimentos nas Delegacias Regionais do Trabalho e abertura de concursos públicos em número consistente para a missão de combater o trabalho escravo, infantil, “pejotização” de trabalhadores e outros ataques aos direitos
• disputar, através dos valores fundamentais cutistas, os projetos de investimento em agroenergia, de modo que todos os investimentos públicos tenham contrapartidas sociais como trabalho decente, capacitação, garantia de respeito ao meio ambiente e fortalecimento da agricultura familiar, incluindo a valorização dos trabalhadores em toda a cadeia produtiva, no campo e na cidade
• reforma urbana
• engajar a CUT na luta contra a violência sexual contra crianças e adolescentes
• aprofundar as relações com os movimentos sociais.

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