Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias
Químicas, Farmacêuticas, de Tintas e Vernizes,
Sabão e Velas e de Material Plástico/RJ

 
 

 

Aviso importante a
todos  os associados

Comunicamos aos nossos associados que não publicamos os Acordos Coletivos em razão de serem extensos e apresentarem problemas na abertura via internet, devido ao peso dos arquivos.

Os interessados em conhecer o teor do que foi acordado em sua categoria devem procurar a secretaria do Sindicato, onde obterão cópia do documento.


Telefone do Sindicato:

(21) 3479-7500


 

 

Reduzir a jornada
de trabalho é gerar empregos de qualidade

A luta pela redução da jornada de trabalho é quase tão antiga quanto a classe operária. No Brasil, a Constituição Federal de 1988 reduziu a jornada de 48 para 44 horas semanais e seis horas para o trabalho em turno de revezamento. Também fixou o adicional de hora extra em 50%. Porém, o número de postos de trabalho não alcançou o percentual desejado. A razão principal é que os empresários passaram a aumentar o número de horas extras e o ritmo de trabalho para compensar a redução da jornada. Segundo o Dieese, a região metropolitana de São Paulo registrou 6,6 milhões de horas extras por semana, somente em 2002.

Além do desemprego, as longas e intensas jornadas de trabalho geram diversos problemas relacionados à saúde como, por exemplo, estresse, depressão e lesões por esforço repetitivo (LER). Aumentam também as dificuldades para o convívio familiar, que tanto podem ter como causa a falta de tempo para a família como sua desestruturação, em virtude do desemprego de seus membros.

 


Trabalhadores não aceitam
flexibilização de direitos

O movimento sindical surgiu pela união dos trabalhadores na defesa de seus direitos. Essa história de “sindicalismo de resultados” surgida na década de 90, sob a batuta do governo liberal do tucano FHC, é balela e tenta enganar a classe trabalhadora. Seu objetivo real nada mais é que facilitar a vida dos empresários e o bolso de sindicalistas inescrupulosos.

Empresários de todo o mundo se preparam para demissões em massa, e os brasileiros (a exemplo da privatizada Embraer) não vão ficar atrás. Ao demitir os patrões argumentam que só tomam esse tipo de medida por necessidade diante da crise econômica. Eles esquecem de dizer, no entanto, que vêm recebendo ajuda governamental para enfrentar o problema. Essa desculpa esfarrapada, portanto, não pode ser aceita em hipótese alguma.

Carlos Lupi, ministro do Trabalho do governo Lula, declarou a veículos da grande mídia que as eventuais negociações diretas entre trabalhadores e empresários “são aceitáveis”. Na verdade não são, pois sem a direta participação dos representantes sindicais, treinados para os embates das mesas de negociação, fatalmente os empresários usarão o medo do desemprego para espremer o bolso dos empregados.

Não há possibilidade de aceitarmos a diminuição de salários para garantir empregos. Ao contrário, queremos diminuição da jornada para, entre outras coisas, aumentar a demanda por trabalhadores no mercado formal.

O emprego é garantia de estabilidade econômica e, por consequência, do consumo. Quando a empresa demite um trabalhador, todos os que dependem dele deixam de consumir. Sem consumo não há produção e sem produção a economia para e isso sim pode significar uma crise sem solução.

A hora, portanto, é de responsabilidade e união em torno de um só objetivo: refrear qualquer tentativa do empresariado de diminuir direitos em nome da crise, que foi gerada pela ganância dos grandes capitalistas e sua jogatina no mercado financeiro.

É dever dos sindicalistas resistir, de todas as maneiras, a qualquer tentativa de “flexibilização” de direitos, seja ela defendida por quem quer que seja.

Clique na imagen e leia a edição
de março do jornal O Reagente



Ministério do Trabalho vira balcão de empregos

A mídia não cansou de atacar o governo Lula quando Luiz Marinho, ex-presidente da CUT, foi escolhido para o cargo de Ministro do Trabalho. As acusações eram várias, desde a proteção do presidente para com seus supostos amigos até a sindicalização do governo.

Acontece que na gestão de Luiz Marinho os cargos técnicos eram entregues a técnicos competentes, como foi o caso da Delegacia Regional do Trabalho do Rio de Janeiro, onde a auditora fiscal Lívia Aroeira foi empossada como Delegada do Trabalho e fez uma limpeza na DRT, que se encontrava cheia de “ratos”.

Com a saída de Marinho e a entrega do Ministério do Trabalho ao PDT através de seu presidente Carlos Lupi, todo o trabalho técnico foi desmontado e o que se vê é a partidarização das DRT’s, que viraram balcões de empregos do “partido da base aliada”.

Carlos Lupi não esconde sua preferência pela Central Sindical fundada e administrada por caciques do seu partido político. Comparece inclusive a seminários e diversas outras atividades da Força Sindical. A mídia, no entanto, nada fala...

Presidente Lula, abra o olho! Há pessoas que se dizem trabalhistas, mas isso só para os seus e para si mesmas. Cuidado com a sua história...

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